Mudança de estação exige atenção redobrada com a saúde respiratória

Pneumologista do Hospital São Vicente alerta para riscos da desatenção aos sintomas e reforça medidas para evitar complicações respiratórias

O mês de março marca a transição do verão para o outono e representa um período de maior atenção à saúde respiratória. As mudanças graduais de temperatura, a redução da umidade do ar e a maior circulação de vírus respiratórios favorecem o aumento de casos de gripes, resfriados, crises alérgicas, sinusites, bronquites e pneumonias. Esse cenário impacta especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, exigindo vigilância tanto da população quanto dos serviços de saúde.

Além dos fatores climáticos, aspectos sociais e comportamentais contribuem diretamente para esse crescimento. O retorno às aulas e a retomada da rotina de trabalho ampliam a circulação de pessoas e, consequentemente, a exposição a agentes infecciosos. Mesmo após o período de Carnaval, os reflexos das aglomerações ainda podem impactar o cenário epidemiológico nas semanas seguintes. Ambientes fechados, com ventilação inadequada, tornam-se propícios para a transmissão de vírus e bactérias, favorecendo surtos respiratórios e o agravamento de quadros pré-existentes, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Os sintomas mais comuns das doenças respiratórias incluem tosse seca ou produtiva, coriza, espirros, congestão nasal, dor de garganta, febre, cansaço excessivo, chiado no peito e dificuldade para respirar. “Muitos pacientes subestimam os sinais iniciais, acreditando se tratar apenas de um resfriado passageiro. No entanto, a persistência dos sintomas ou a piora progressiva podem indicar infecções mais graves ou descompensação de doenças respiratórias crônicas”, explica o pneumologista do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), Dr. Eduardo Leme.

Dor de garganta é um dos sintomas que indicam doenças respiratórias

Segundo o especialista, a prevenção é fundamental nesse período de transição entre estações. Medidas como manter a hidratação adequada, adotar uma alimentação equilibrada, higienizar as mãos com frequência, evitar aglomerações sempre que possível e garantir ambientes bem ventilados ajudam a reduzir o risco de infecções. “Manter a vacinação atualizada, especialmente contra gripe e Covid-19, é uma estratégia essencial para diminuir complicações e internações, principalmente entre os grupos mais vulneráveis”, reforça Dr. Eduardo.

A recomendação é buscar atendimento médico sempre que houver febre persistente, falta de ar, dor no peito, chiado intenso, tosse que não melhora após alguns dias ou piora do estado geral. “A avaliação médica no momento certo permite um diagnóstico preciso e o início rápido do tratamento adequado, evitando complicações mais graves”, destaca o pneumologista. O acompanhamento profissional é decisivo para garantir segurança, recuperação adequada e qualidade de vida da população durante esse período de maior circulação de vírus respiratórios.

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