Alterações nas temperaturas, na umidade do ar e nos períodos de chuva ou estiagem podem afetar diretamente a saúde respiratória. Com a intensificação dessas mudanças, provocada também pelo fenômeno El Niño, quadros de alergia podem se tornar mais frequentes e intensos.
Segundo especialistas, asma, rinite alérgica e infecções respiratórias estão entre as condições mais comuns relacionadas às alterações climáticas. A combinação de ar seco, poluição e variações bruscas de temperatura pode irritar e fragilizar as vias aéreas.
Para reduzir a presença de alérgenos dentro de casa, a orientação é manter os ambientes limpos e ventilados. Colchões, travesseiros, sofás e almofadas devem ser higienizados regularmente. A roupa de cama deve ser trocada pelo menos uma vez por semana, enquanto poeira e superfícies podem ser limpas com pano úmido.
Também é importante evitar mofo, fumaça de cigarro, produtos de limpeza com cheiro forte e objetos que acumulem poeira, como bichos de pelúcia. Em períodos de maior concentração de pólen, pessoas alérgicas devem reduzir a entrada do ar externo quando necessário.
O uso de ar-condicionado, umidificadores e desumidificadores também exige cuidados. A umidade ideal dos ambientes fica entre 40% e 60%, e os aparelhos precisam ser higienizados regularmente.
Especialistas alertam ainda para o uso excessivo de descongestionantes nasais. Apesar de proporcionarem alívio rápido, eles podem causar efeito rebote e provocar rinite medicamentosa. A automedicação com antialérgicos também não é recomendada.
Coceira, espirros, coriza, irritação nos olhos, chiado e falta de ar são sintomas frequentes de alergias. Já a febre costuma estar associada a infecções.
Durante ondas de calor, períodos de baixa umidade ou dias com muita poluição, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas devem evitar exposição prolongada e manter a hidratação. O acompanhamento médico é essencial para prevenir o agravamento dos sintomas.