Mulher de Moraes diz que equipe teve 94 reuniões de trabalho com Master

O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, divulgou nesta segunda-feira (9) uma nota confirmando que prestou serviços jurídicos ao Banco Master, instituição que pertence ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o comunicado, o contrato ocorreu entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 e envolveu consultoria e atuação jurídica em diversas áreas. O escritório afirma, porém, que nunca atuou em causas do banco no âmbito do STF.

De acordo com a nota, o trabalho foi realizado por uma equipe de 15 advogados, além de três escritórios especializados contratados para auxiliar na consultoria. Durante o período, foram promovidas 94 reuniões de trabalho, incluindo 79 encontros presenciais na sede do banco, além de reuniões com a presidência da instituição e encontros por videoconferência.

O escritório informou ainda que produziu 36 pareceres e opiniões jurídicas sobre temas como compliance, aspectos contratuais, previdenciários, trabalhistas, regulatórios, proteção de dados e crédito. Também participaram da revisão de políticas internas, elaboração de códigos de ética e estruturação do departamento de compliance do banco.

A manifestação ocorre após a nova prisão de Daniel Vorcaro, realizada pela Polícia Federal na última quarta-feira (4), em São Paulo. A medida faz parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraude financeira bilionária, além de possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos.

Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025 ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular no aeroporto de Guarulhos. A investigação também analisa mensagens atribuídas ao empresário que teriam sido enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, hipótese negada pelo magistrado.

A crise envolvendo o Banco Master se agravou após o Banco Central do Brasil decretar a liquidação extrajudicial da instituição, em novembro do ano passado, diante de riscos de insolvência e suspeitas sobre suas operações financeiras.

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