Uma mulher residente na Vila Hortolândia, em Jundiaí, foi detida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) após registrar quatro boletins de ocorrência com acusações falsas contra seu ex-companheiro. A prisão aconteceu depois que a investigação revelou a fraude, que envolvia a mulher criando provas falsas para incriminar o homem.
A investigadora-chefe Lilian Pichi explicou que, durante o trabalho investigativo, a equipe obteve prints de conversas no WhatsApp que indicavam que as provas apresentadas pela mulher eram forjadas. As mensagens ameaçadoras que ela alegava ter recebido estavam, na verdade, sendo fabricadas por ela própria. A mulher se dirigia à delegacia, apresentava essas mensagens e registrava as ocorrências, levando a Polícia Civil e a Justiça a acreditar nas falsas acusações.
Através de diligências e análise detalhada dos dados, a polícia conseguiu confirmar que as ameaças, de fato, não haviam sido enviadas pelo ex-companheiro da mulher. Além disso, foi revelado que ela vinha criando o cenário de violência doméstica, com o intuito de prejudicar a imagem do homem e causar-lhe problemas legais.
Com base nas evidências obtidas, a delegada Dra. Ingrid Carneiro solicitou mandados de busca e apreensão nas residências de ambos os envolvidos, o que resultou em provas concretas da falsificação das mensagens. A mulher, então, foi intimada a prestar depoimento na delegacia. Durante o interrogatório, ela, acompanhada de sua advogada, não resistiu à pressão das provas e acabou confessando o crime de fraude processual.
A delegada ressaltou a gravidade do caso, que não só envolvia a criação de provas falsas, mas também o uso do sistema de justiça para prejudicar outra pessoa. A mulher foi autuada em flagrante por fraude processual e permanece à disposição da Justiça, aguardando os próximos desdobramentos do caso. A ação da polícia foi elogiada pela sociedade, pois demonstrou a eficácia das investigações na descoberta de falsidades em casos de denúncias de violência.
O ex-companheiro da acusada, que inicialmente havia sido implicado injustamente, passou a ser considerado vítima da situação. Sua defesa foi reforçada pelas provas de que ele não havia cometido qualquer ato de violência, e a investigação ainda apura as possíveis consequências legais para a mulher em relação às falsas acusações.