Na prisão, Bolsonaro diz ter medo de ataque a Flávio e reclama de isolamento do cenário político

Preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, o ex-presidente Jair Bolsonaro tem relatado a aliados dificuldades emocionais e físicas durante o período de detenção em regime fechado.

Segundo pessoas que o visitaram nas últimas semanas, Bolsonaro afirma sofrer com pesadelos constantes, dormir mal mesmo com medicação e comer pouco por receio de desencadear crises de soluços, problema que já teria atrapalhado conversas mais longas.

Durante as visitas, o ex-presidente também demonstrou preocupação com a segurança do filho, Flávio Bolsonaro, temendo que ele possa ser alvo de um atentado, lembrando do ataque sofrido por ele próprio durante a campanha eleitoral de 2018.

Bolsonaro recebe visitas políticas, pessoais e religiosas. Entre os visitantes está o bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal a prestar assistência religiosa. Segundo o religioso, o ex-presidente demonstra sentimento de injustiça e preocupação constante com o futuro.

Mesmo detido, Bolsonaro continua acompanhando o cenário político e participando de articulações eleitorais. Ele tem incentivado aliados a apoiarem a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e orientado sobre estratégias para a eleição deste ano.

De acordo com relatos, o ex-presidente também se queixa de não ter acesso completo às informações políticas externas, já que pode assistir apenas algumas horas de TV aberta por dia.

Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro mantém uma rotina que inclui leitura, caminhadas e descanso após o almoço, além de acompanhar programas esportivos na televisão.

Antes da transferência para o sistema prisional, quando cumpria prisão domiciliar, Bolsonaro chegou a tentar romper a tornozeleira eletrônica, alegando suspeitar que o equipamento estivesse sendo usado para monitorar suas conversas.

O ex-presidente permanece recebendo visitas de aliados e lideranças políticas, enquanto continua influenciando articulações e pré-campanhas mesmo durante o período de prisão.

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