A população idosa no Brasil cresceu de forma acelerada nos últimos anos, segundo dados do IBGE. Entre 2012 e 2025, o número de pessoas com 60 anos ou mais saltou de 22,2 milhões para 35,2 milhões — um aumento de 58,7%, equivalente a mais 13 milhões de idosos no país.
O avanço reforça o processo de envelhecimento da população brasileira, impulsionado principalmente pelo aumento da expectativa de vida e pela queda na taxa de fecundidade. No mesmo período, o número de pessoas com menos de 30 anos caiu 10,4%, passando de 98,2 milhões para 88 milhões — redução de 10,2 milhões.
Com isso, a participação dos jovens na população total recuou de 49,9% para 41,4%, enquanto os idosos passaram de 11,3% para 16,6%. Já a população em idade ativa (15 a 59 anos) chegou a 135,9 milhões em 2025, representando 64% do total, com crescimento praticamente estável em relação ao ano anterior.
Os dados fazem parte da Pnad Contínua e indicam que o país ainda vive o chamado “bônus demográfico” — período em que há maior proporção de pessoas em idade produtiva —, mas essa janela está se fechando, segundo especialistas. A tendência é de aumento contínuo da população idosa e redução proporcional dos jovens, o que traz impactos diretos para a economia e as políticas públicas.