Operação mira rede bilionária do PCC com motéis, lojas do Boticário e prédios em Santos

A Receita Federal, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação contra um esquema de ocultação de patrimônio atribuído a Flávio Silvério Siqueira, conhecido como Flavinho, suspeito de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as investigações, o grupo movimentou cerca de R$ 450 milhões entre 2020 e 2024 e criou uma rede de empresas de fachada para lavar dinheiro e esconder bens de alto valor.

De acordo com a Receita, o esquema usava mais de 60 motéis registrados em nome de laranjas e controlava 98 lojas da franquia O Boticário, que juntas faturaram cerca de R$ 1 bilhão. A organização também atuava no setor imobiliário: desde 2010, participou da construção de 14 prédios residenciais em Santos, com movimentação de R$ 260 milhões.

As investigações apontam ainda que o grupo administrava cerca de 200 postos de combustíveis ligados a uma única prestadora de serviços associada à quadrilha. Segundo a Receita, os bens já identificados representam apenas 10% do patrimônio real dos investigados.

Entre os bens apreendidos estão um iate de 23 metros, um helicóptero modelo Augusta A109E, uma Lamborghini Urus e terrenos de motéis avaliados em mais de R$ 20 milhões. As autoridades afirmam que as empresas serviam para dar aparência de legalidade ao dinheiro proveniente de atividades ilícitas.

Os suspeitos podem responder por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de organização criminosa. A Receita informou que o caso segue sob sigilo fiscal e que novas fases da operação não estão descartadas.

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