Mais de 1,2 milhão de pessoas participaram, neste domingo (7), de uma missa celebrada pelo papa Leão XIV em Madri, na Espanha. Durante a homilia, o pontífice pediu uma renovação da fé católica no país e destacou que Deus está ao lado dos pobres, dos oprimidos e das pessoas abandonadas. Ele afirmou que a religião não deve ser vista como “um museu do passado”, mas como uma fonte de ensinamentos relevantes para a vida atual, incentivando os fiéis a demonstrar sua fé por meio da ajuda ao próximo.
O evento reuniu autoridades como o rei Felipe VI e a rainha Letizia, além de milhares de peregrinos que lotaram a Praça Cibeles e áreas próximas. A celebração contou com um grande esquema de segurança e foi seguida por uma procissão pelas ruas da capital espanhola.
A visita do papa ocorre em um momento de queda da prática religiosa na Espanha. Segundo pesquisa recente, cerca de 56% dos espanhóis se identificam como católicos, percentual bem inferior aos 90% registrados na década de 1970.
Fiéis presentes destacaram o papel do pontífice como uma figura de união em tempos de polarização política e social. Muitos elogiaram seu estilo próximo e acessível, vendo sua mensagem como um convite ao diálogo e à solidariedade.
Além da missa, Leão XIV tem uma agenda voltada para a aproximação entre fé e sociedade. No sábado, encontrou migrantes, pessoas em situação de rua e participou de uma vigília com cerca de 600 mil jovens. Durante sua recepção oficial no Palácio Real de Madri, defendeu o fim de discursos polarizadores e elogiou o compromisso da Espanha com a paz e a solidariedade internacional.
Nos próximos dias, o papa visitará Barcelona, onde abençoará a nova torre da Basílica da Sagrada Família, tornando-a a igreja mais alta do mundo. A viagem será encerrada nas Ilhas Canárias, com foco na questão migratória, incluindo encontros com migrantes que atravessaram o Atlântico em busca de uma vida melhor na Europa.