PDV dos Correios atinge 32% da meta, e empresa prevê medidas de compensação

Os Correios registraram adesão de 3.181 funcionários ao Programa de Demissão Voluntária (PDV), número equivalente a apenas 32% da meta inicial de 10 mil desligamentos prevista para este ano. A estatal, que conta com cerca de 78,9 mil empregados, esperava reduzir 12,7% do quadro com a iniciativa.

Diante da baixa adesão, a empresa já considera lançar um novo PDV no fim de 2026 ou início de 2027, com expectativa de alcançar mais 5 mil desligamentos. O programa faz parte do plano de reestruturação financeira que viabilizou um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um sindicato de bancos, com garantia da União.

A economia inicialmente estimada com o PDV era de R$ 1,4 bilhão em 2027, mas, com o resultado atual, deve ficar pouco acima de R$ 500 milhões. Para compensar essa frustração, os Correios adotaram outras medidas.

Entre elas, destaca-se a decisão do STF que suspendeu cláusulas do acordo coletivo consideradas mais vantajosas que a CLT, como adicional maior de férias, pagamento triplo por horas extras em fins de semana e benefícios extras. A medida pode gerar economia de cerca de R$ 500 milhões já em 2026, com efeitos acumulados nos anos seguintes.

A estatal também implementou mudanças na gestão interna, especialmente no controle de horas extras. Antes, havia gastos de até R$ 10 milhões mensais com esse tipo de pagamento. Com a adoção de critérios de produtividade, o valor caiu para cerca de R$ 1 milhão por mês, o que representa economia de aproximadamente R$ 9 milhões mensais.

Essas ações são consideradas fundamentais para garantir o equilíbrio financeiro da empresa e reduzir os riscos associados ao empréstimo garantido pelo governo federal.

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