O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) conseguiu reunir 171 assinaturas necessárias para protocolar a proposta de emenda à Constituição (PEC) do Semipresidencialismo, após apoio crescente, especialmente após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defender o modelo parlamentarista. O Semipresidencialismo propõe a divisão do poder entre o presidente da República e um primeiro-ministro eleito pelo Congresso, que teria a responsabilidade de definir o plano de governo e controlar o Orçamento. O primeiro-ministro seria nomeado pelo presidente, após consulta ao Congresso, e poderia ser demitido se seu programa fosse rejeitado ou se houvesse moção de censura na Câmara. O presidente manteria poderes, como nomeação de ministros do STF, diplomatas, presidente do Banco Central, além de assuntos militares e de guerra.
A PEC também propõe a adoção do sistema de eleição distrital misto, onde os Estados seriam divididos em distritos, e o eleitor votaria duas vezes: para candidato e para partido. A proposta visa fortalecer o Parlamento e melhorar a eficiência política. Hauly defende que o modelo traria mais independência ao Congresso após 136 anos de presidencialismo.
Para ser aprovada, a PEC precisaria passar por diversas etapas legislativas na Câmara e no Senado, com a aprovação de 3/5 dos votos. A ideia de semipresidencialismo tem apoio de algumas lideranças partidárias, como o PSD, e ministros do STF, como Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, que consideram o modelo uma forma de estabilização democrática. Porém, há ponderações sobre a necessidade de ajustes no processo, como a responsabilização do Congresso no uso de recursos públicos.