A Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,19 por litro no preço da gasolina comercializada para as distribuidoras. Com a mudança, o valor médio de venda do combustível pela estatal passa a ser de R$ 3,24 por litro.
Apesar do aumento anunciado pela Petrobras, a expectativa é de que o consumidor não perceba a alta diretamente nas bombas neste momento. Isso ocorre porque o governo federal adotou novas medidas para reduzir a carga de tributos e ampliar os subsídios aos combustíveis.
A partir desta quinta-feira (10), haverá uma redução de R$ 0,63 por litro na cobrança de PIS/Cofins sobre a gasolina. Com isso, a carga tributária do combustível cairá para R$ 0,16 por litro.
No caso do etanol hidratado, a redução será de R$ 0,19 por litro, zerando a cobrança de PIS e Cofins sobre o produto durante o período previsto pela medida.
As mudanças terão validade até 9 de outubro. Para o diesel, o governo também anunciou uma nova subvenção de até R$ 1 por litro. Somada ao benefício de R$ 1,12 que já está em vigor, o subsídio poderá chegar a R$ 2,12 por litro até 26 de setembro.
Segundo o governo, o pacote terá impacto aproximado de R$ 7 bilhões por mês. Também foi autorizada a liberação de R$ 6,6 bilhões para o pagamento de benefícios concedidos às refinarias desde maio.
A Petrobras informou ainda que aguarda a publicação dos novos atos legais para definir como ficará o preço de venda do diesel.
As medidas ocorrem em meio à pressão internacional sobre os combustíveis provocada pela retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã. O aumento da tensão elevou novamente a cotação do petróleo Brent, que voltou a se aproximar dos US$ 100 por barril.
Com o cenário internacional pressionando os preços, o governo busca evitar que a alta do petróleo e dos combustíveis seja repassada diretamente aos consumidores.