A Polícia Federal deflagrou em 13 de agosto a Operação Recupera, que investiga fraudes no INSS envolvendo ex-funcionários da Caixa Econômica Federal. A ação ocorreu no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, com cumprimento de mandados de busca, apreensão e bloqueio de R\$ 3 milhões. Os crimes começaram em 2018 e envolvem a concessão indevida de benefícios previdenciários e assistenciais por meio de inserção de dados falsos nos sistemas da Caixa. Quatro ex-servidores, demitidos em 2022, continuaram com o esquema mesmo após a saída, usando terceiros para sacar pelo menos 17 benefícios fraudulentos. Eles realizavam provas de vida de pessoas mortas ou inexistentes e emitiam cartões para recebimento dos valores.
Além disso, destaca-se a Operação Sem Desconto, iniciada em abril, que revelou descontos ilegais em benefícios do INSS realizados por sindicatos e associações entre 2019 e 2024, totalizando R\$ 6,3 bilhões. Após escândalo, quatro servidores foram afastados, e o presidente do INSS e o ministro da Previdência, exonerados. Mais de R\$ 1 bilhão já foi devolvido a 1,6 milhão de segurados.
Entre as fraudes mais comuns contra o INSS estão: uso de dublês em perícias, saques após morte, laudos médicos falsos, golpes com cesta básica, falsa portabilidade de empréstimos, falsas provas de vida, descontos associativos indevidos, fraudes com empréstimos consignados, casamentos forjados para pensão por morte, venda de dados de beneficiários, fraudes no BPC, aposentadorias rurais indevidas e benefícios por incapacidade com laudos falsificados. As autoridades seguem com investigações e medidas para combater as fraudes e recuperar os recursos desviados.