PF mira estudante de medicina que vendia canetas emagrecedoras ilegais

Uma estudante de medicina é investigada pela Polícia Federal por suspeita de vender ilegalmente canetas emagrecedoras pela internet. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido nesta quinta-feira (5) em Almirante Tamandaré, no Paraná. Segundo a PF, a mulher estuda medicina em uma universidade no Paraguai e teve a identidade preservada.

De acordo com as investigações, ela divulgava e comercializava medicamentos de uso controlado pelas redes sociais, sem prescrição médica e sem autorização da Anvisa. A apuração teve início após uma denúncia anônima. No endereço ligado à suspeita, os agentes apreenderam ao menos 14 caixas de Tirzepatida 15 mg/0,5 ml, substância conhecida comercialmente como Mounjaro.

A Polícia Federal classificou a conduta como de “elevada gravidade”, por representar risco à saúde pública. A corporação destacou que medicamentos indicados para diabetes tipo 2 vêm sendo utilizados de forma indiscriminada para emagrecimento rápido, muitas vezes sem acompanhamento médico e fora das normas sanitárias.

As chamadas canetas emagrecedoras atuam no cérebro estimulando o receptor GLP-1, reduzindo o apetite. No Brasil, a Anvisa determinou, em abril de 2025, a retenção da receita médica — válida por até 90 dias — para a venda desses medicamentos, como o Ozempic, com o objetivo de coibir o uso estético e sem controle.

Especialistas alertam que o uso sem acompanhamento pode trazer riscos, incluindo efeito rebote após a interrupção, já que a exposição prolongada ao GLP-1 artificial pode reduzir a produção natural do hormônio pelo organismo.

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