A Polícia Federal suspeita de crimes financeiros envolvendo fundos ligados ao resort Tayayá, no Paraná, que tiveram relação com empresas da família do ministro do STF, Dias Toffoli. Apesar disso, o magistrado não é investigado neste momento.
Segundo a investigação, a PF pretende avançar com análises de quebras de sigilo bancário e fiscal e com pedidos de relatórios de inteligência financeira ao Coaf para identificar possíveis movimentações suspeitas. A expectativa é que transações relacionadas ao ministro ou a familiares possam aparecer entre os dados analisados.
O principal fundo sob suspeita é o Arleen, apontado como parte de uma rede de fundos ligada ao Banco Master e investigada por possíveis fraudes. Em 2021, a empresa Maridt, da família de Toffoli, vendeu sua participação no resort Tayayá ao fundo.
Posteriormente, o próprio ministro afirmou ser um dos sócios da empresa e ter recebido rendimentos com a venda das cotas. O episódio gerou questionamentos e levou Toffoli a deixar a relatoria do caso no Supremo.
Caso surjam indícios de irregularidades envolvendo o ministro, a PF deverá encaminhar as informações ao STF, já que a investigação de integrantes da Corte depende de autorização do próprio tribunal.