A partir de 16 de junho, o Pix automático começa a funcionar oficialmente em bancos e instituições financeiras. A nova modalidade permitirá que os clientes agendem pagamentos recorrentes — como contas de água, luz, telefone, mensalidades escolares, academias e serviços de streaming — com apenas uma autorização, sem precisar repetir o processo todos os meses.
O Banco Central lançou a ferramenta com o objetivo de substituir, no futuro, o tradicional débito automático. Com o Pix automático, o consumidor poderá definir regras, como valor máximo da cobrança, e terá até as 23h59 do dia anterior para cancelar um pagamento. Se não houver saldo, o sistema fará até três tentativas nos sete dias seguintes, com notificações ao cliente.
Apesar do lançamento, a adoção pelas empresas será gradual. Das 26 companhias com cobranças recorrentes procuradas pela Folha, apenas 11 responderam estar se preparando para implementar a novidade.
A Sabesp espera disponibilizar o serviço já no dia 16, após os testes finais. A Netflix, que participa do projeto-piloto do BC, começará a liberar o recurso para um grupo pequeno de usuários. A Globoplay também aderiu desde os testes iniciais e fará a implementação por etapas a partir de junho.
Entre as operadoras, Claro, TIM e Vivo estão em diferentes fases de desenvolvimento, mas ainda sem datas exatas. A Comgás só deve implementar em 2026, enquanto Enel, Bio Ritmo, Sem Parar e Hapvida estão avaliando a viabilidade e devem lançar o serviço aos poucos.
Para utilizar, o cliente precisará verificar se sua prestadora já oferece o Pix automático, autorizar a cobrança e acompanhar os avisos pelo aplicativo do banco. A ideia é trazer mais praticidade, segurança e autonomia para pagamentos do dia a dia.