Polícia conclui inquérito sobre morte de cão Orelha e pede internação de adolescente

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito sobre a morte do cão comunitário Orelha e os maus-tratos contra o cão Caramelo, ocorridos em Florianópolis. A investigação resultou na representação pela internação de um adolescente apontado como autor da agressão que levou à morte de Orelha e na responsabilização de quatro adolescentes no caso de Caramelo.

Por envolver suspeitos menores de 18 anos, a corporação manteve sigilo absoluto, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sem divulgar nomes, idades ou locais. No caso de Orelha, três adultos — dois pais e um tio de adolescentes investigados — foram indiciados por coação a testemunhas.

Orelha foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, na Praia Brava, região de alto padrão no norte da ilha. Laudos da Polícia Científica apontaram que o animal sofreu um golpe contundente na cabeça, possivelmente causado por chute ou objeto rígido. Resgatado por moradores, o cão morreu em uma clínica veterinária devido à gravidade dos ferimentos.

Para identificar o autor, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de imagens de 14 câmeras, ouviu 24 testemunhas e investigou oito adolescentes, além de usar software para cruzamento de dados de localização. As imagens indicaram que o adolescente suspeito saiu de um condomínio no horário do crime e retornou cerca de meia hora depois, versão que contradisse seu depoimento.

No mesmo dia em que foi identificado, o adolescente viajou para fora do país e retornou apenas em 29 de janeiro, quando foi interceptado no aeroporto. Um familiar teria tentado ocultar roupas usadas no dia do ataque.

No caso de Caramelo, os adolescentes teriam arremessado o cão ao mar, mas ele conseguiu escapar. Posteriormente, o animal foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário.

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