Prefeito de Campo Limpo Perde R$ 500 Mil em Emenda para o Bairro do Botujuru — Será Mesmo que a Cidade Está em Calamidade Financeira?

Em plena vigência de um decreto de calamidade financeira, a Prefeitura de Campo Limpo Paulista perdeu uma emenda parlamentar de R$ 500 mil destinada à infraestrutura do bairro Botujuru. O recurso, garantido pelo deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) a pedido do vereador Junior Itiban do PT e do suplente Wilian Lima, ambos do PSDB, deixou de ser liberado por falta de um item básico: o Plano de Trabalho, documento exigido por lei para a liberação das chamadas emendas especiais (PIX).

O dinheiro, que já estava empenhado e pronto para ser transferido, agora vai voltar à União porque a Prefeitura não apresentou a documentação dentro do prazo, que se encerrava em 27 de julho. A informação foi confirmada pela assessoria do deputado, que também encaminhou os comprovantes da tentativa de viabilizar os recursos junto ao Executivo municipal.

A falha é vista por parlamentares e moradores como um retrato da ineficiência da atual administração. Em meio à pior crise financeira dos últimos anos, a gestão do prefeito Adeildo Nogueira desperdiçou uma oportunidade de amenizar parte dos problemas estruturais da cidade. “Não se trata apenas de perder dinheiro. Perde-se credibilidade, confiança institucional e, principalmente, a chance de melhorar a vida de quem mais precisa”, afirmou um dos autores da solicitação da emenda.

Além do prejuízo imediato, a perda da verba compromete o futuro do município: segundo as novas diretrizes, prefeituras que não executam corretamente as emendas correm o risco de serem bloqueadas no recebimento de novas indicações em 2025. “É uma penalidade administrativa que pode ter efeito devastador para cidades pequenas e com alto grau de dependência de repasses externos”, alertou um especialista ouvido pela reportagem.

Moradores de Botujuru, bairro que receberia os recursos, lamentam o descaso. “Há anos esperamos por pavimentação decente. Agora descobrimos que o dinheiro existia, mas foi perdido por desorganização”, disse um comerciante local.

A Prefeitura foi procurada, mas até o fechamento desta edição não havia se manifestado. O silêncio agrava ainda mais a percepção de abandono e descompromisso com a transparência.

No centro da crise, fica a dúvida que ecoa entre servidores, políticos e cidadãos: é falta de recurso ou falta de competência?

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