O Palmeiras está colhendo frutos financeiros significativos em sua campanha na Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Com a recente classificação para as quartas de final, o clube paulista acumulou mais US$ 13,12 milhões (equivalente a R$ 73 milhões) em premiações, elevando o total faturado na competição para R$ 219,8 milhões. Esse montante já cobre 81% do investimento recorde feito nas contratações de Paulinho (R$ 115 milhões) e Vitor Roque (R$ 154 milhões), que juntos somam R$ 269 milhões.
O desempenho financeiro do Verdão no torneio, sediado nos Estados Unidos, México e Canadá, é impressionante. Até o momento, o Palmeiras já garantiu:
US$ 15,2 milhões (R$ 83,6 milhões) pela participação inicial.
US$ 1 milhão (R$ 5,5 milhões) pelo empate com o Porto.
US$ 2 milhões (R$ 11 milhões) pela vitória sobre o Al Ahly.
US$ 1 milhão (R$ 5,5 milhões) pelo empate com o Inter Miami.
US$ 7,5 milhões (R$ 41,4 milhões) pela classificação às oitavas de final.
US$ 13,12 milhões (R$ 73 milhões) pela classificação às quartas de final.
Uma eventual classificação para a semifinal representaria um salto ainda maior, com um prêmio de US$ 21 milhões (R$ 117 milhões). Se alcançar essa fase, o Palmeiras atingirá um total acumulado de R$ 336,8 milhões, valor que se aproxima do que o Chelsea pagou por Estêvão (R$ 358 milhões).
A FIFA estabeleceu um sistema de premiação progressivo para as fases finais:
Oitavas de final: US$ 7,5 milhões (R$ 41,4 milhões)
Quartas de final: US$ 13,125 milhões (R$ 73 milhões)
Semifinais: US$ 21 milhões (R$ 117 milhões)
Vice-campeão: US$ 30 milhões (R$ 167,5 milhões)
Campeão: US$ 40 milhões (R$ 223,3 milhões)
Para otimizar a gestão fiscal, o Palmeiras, em conjunto com outros clubes brasileiros como Botafogo, Fluminense e Flamengo, discutiu formas de reduzir o impacto da tributação nos Estados Unidos. Uma parte da premiação inicial (aproximadamente R$ 65,8 milhões dos R$ 83,6 milhões da participação) já foi depositada quando o clube ainda estava no Brasil. Além disso, a estratégia adotada foi aderir ao regime americano ECI (Effectively Connected Income), que tributa o valor como se fosse uma empresa americana, buscando menor ônus fiscal.