O presidente da Câmara Municipal de Sumaré, Hélio Silva (Cidadania), de 52 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (9), durante uma operação conjunta da Polícia Federal, Polícia Militar e Ministério Público que investiga uma suposta organização envolvida com o financiamento, armazenamento e comercialização de drogas.
Batizada de Operação Archimagus, a ação mira uma rede que, segundo as investigações, teria atuação principalmente em pontos de tráfico de drogas em Sumaré. As autoridades também apuram o possível uso de empresas e imóveis para dar suporte às atividades investigadas.
Entre os locais vistoriados está um sítio que, conforme a investigação, pode ter sido utilizado para esconder entorpecentes.
Ao todo, foram expedidos dois mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão. As diligências acontecem em Campinas, Sumaré e Vinhedo, no estado de São Paulo, além de Jacutinga, em Minas Gerais.
Além de Hélio Silva, outro homem, apontado pelas investigações como gerente de um ponto de venda de drogas, também foi preso.
Hélio Silva é empresário do ramo de comércio varejista de materiais para construção. Ele iniciou sua trajetória política em 2016, quando foi eleito vereador pela primeira vez. Foi reeleito em 2020 e novamente em 2024, quando recebeu 1.916 votos.
Em 2025, voltou a ser escolhido para presidir a Câmara Municipal de Sumaré, função que exerce até o final deste ano.
A prisão do chefe do Legislativo municipal coloca Sumaré no centro de uma investigação de grande repercussão. As acusações ainda estão sob investigação, e a prisão temporária não representa, por si só, condenação ou comprovação definitiva de envolvimento nos crimes investigados.
Até o momento, não havia sido divulgado posicionamento oficial da Câmara Municipal, do partido Cidadania ou da defesa de Hélio Silva sobre a operação.