Após a revelação de um esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o novo presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, afirmou que todos os processos de concessão de benefícios serão revisados. A medida visa restaurar a confiança dos segurados e garantir mais segurança e transparência nos pagamentos da Previdência.
As fraudes foram descobertas por meio da operação “Sem Desconto”, da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), que identificaram a cobrança indevida de contribuições feitas por associações e sindicatos diretamente na folha de pagamento dos beneficiários, sem consentimento. Entre 2016 e 2024, estima-se que cerca de R$ 8 bilhões foram desviados, afetando milhões de aposentados e pensionistas.
Para reparar os danos, o governo federal começou a organizar a devolução dos valores indevidamente descontados, que deve totalizar R$ 292,6 milhões a partir do fim de maio. Além disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com ação judicial para bloquear mais de R$ 2,5 bilhões de 12 entidades suspeitas e pediu a quebra de sigilos dos responsáveis.
O escândalo já provocou mudanças na liderança do INSS e no Ministério da Previdência Social, com o afastamento do então presidente Alessandro Stefanutto e a saída do ministro Carlos Lupi. Agora, a missão da nova gestão é garantir que os recursos públicos cheguem apenas a quem realmente tem direito e evitar novos casos de irregularidades.