Programas sociais turbinados e isenção do IR: os bilhões que Lula vai injetar na economia em ano eleitoral

 

Em meio à disputa eleitoral de 2026, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta em um amplo pacote de estímulos econômicos para aumentar o poder de compra da população e aquecer a atividade no país. As medidas incluem ampliação de programas sociais, facilitação de crédito e mudanças no Imposto de Renda, com impacto estimado em dezenas de bilhões de reais.

Entre as principais ações está a ampliação da faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, além da redução de alíquotas para rendas intermediárias. A medida deve beneficiar cerca de 15 milhões de brasileiros e reduzir a arrecadação em até R$ 40 bilhões, segundo estimativas do mercado financeiro.

Na área social, programas como o Gás do Povo e o Luz do Povo foram reforçados e devem garantir alívio de R$ 15,5 bilhões às famílias de baixa renda em 2026. Já no crédito, o chamado Crédito do Trabalhador — modalidade consignada com garantia do FGTS — segue em expansão e pode movimentar mais de R$ 130 bilhões neste ano.

Outro destaque é o crescimento do Minha Casa Minha Vida, que atingiu orçamento recorde e ampliou o acesso ao financiamento habitacional, incluindo famílias com renda mais elevada. A meta do governo é acelerar contratações e impulsionar o setor da construção civil.

Especialistas avaliam que o conjunto de medidas pode sustentar o nível de atividade econômica, mesmo com a previsão de desaceleração do PIB para 1,8% em 2026. Por outro lado, alertam para efeitos colaterais, como maior pressão inflacionária e dificuldade na queda dos juros, atualmente ainda em patamar elevado.

O cenário externo também contribui para a instabilidade, com a alta do petróleo provocada por tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, impactando diretamente os preços dos combustíveis no Brasil.

Apesar do potencial de impacto econômico, analistas apontam que o retorno eleitoral das medidas é incerto. A forte polarização política no país pode limitar a conversão dos benefícios em votos, mantendo o cenário competitivo para as eleições presidenciais.

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