PT vai insistir na candidatura de Fernando Haddad em SP

Sem plano B para a disputa do governo de São Paulo em 2026, o PT e o presidente Lula pretendem insistir na candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mesmo com a avaliação interna de que ele tende a perder caso enfrente o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito à reeleição. O cálculo é pragmático: evitar uma derrota muito ampla no maior colégio eleitoral do país, que possa prejudicar a reeleição presidencial de Lula.

Tarcísio reúne vantagens como a máquina estadual, índices de popularidade em torno de 60% e o histórico antipetista do interior paulista, onde o PT não vence desde 1982. Ainda assim, a cúpula do partido considera Haddad o nome mais competitivo para “segurar” a diferença. Em 2022, ele foi ao segundo turno, venceu na capital e reduziu o impacto da derrota estadual no resultado nacional.

Aliados de Lula lembram que, na última eleição, o petista perdeu em São Paulo por 2,6 milhões de votos, enquanto venceu a disputa presidencial por margem menor. Uma derrota mais elástica no estado poderia ter comprometido o projeto nacional. A missão de Haddad, portanto, seria repetir o desempenho: chegar ao segundo turno, vencer na capital e limitar a vantagem do adversário.

Há, porém, resistências internas. Parte dos aliados teme que Haddad saia enfraquecido de uma nova derrota, já que ele é visto como possível sucessor de Lula em 2030. O argumento do núcleo do governo é que esse cenário só existe se Lula for reeleito em 2026. Nesse caso, Haddad poderia assumir um cargo de maior visibilidade, como a Casa Civil, para se fortalecer politicamente.

O PT considera o cenário fechado: Haddad é o candidato, e não há alternativa no radar.

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