Quatro pessoas foram internadas em estado grave em Patrocínio (MG) após consumirem uma planta tóxica conhecida como “falsa couve” durante um almoço em família realizado numa chácara na zona rural.
O caso ocorreu no dia 8 de outubro de 2025. Acreditando se tratar de couve, os moradores colheram e refogaram a planta para compor a refeição. Pouco tempo depois, as vítimas começaram a manifestar sintomas como mal-estar, fraqueza muscular, dormência nas pernas, dificuldade para respirar e alteração na visão.
Uma mulher de 37 anos teve parada cardiorrespiratória durante o atendimento médico, mas foi reanimada pelo Corpo de Bombeiros e levada para o pronto-atendimento. Outros três homens, com idades de 49, 60 e 67 anos, também foram internados em estado grave. Uma criança de 2 anos que estava no local foi levada ao hospital apenas para observação, embora não tenha ingerido a planta.
A planta ingerida foi identificada como Nicotiana glauca, também chamada de “falsa couve”, “tabaco-arbóreo” ou “charuteira”. Ela pertence à família das Solanáceas e contém alcaloides tóxicos, em especial a anabazina, que interfere na transmissão nervosa. Em casos de intoxicação, esses compostos podem causar paralisia muscular, insuficiência respiratória e até óbito.
Especialistas explicam que a semelhança visual entre folhas jovens de couve e da Nicotiana glauca pode induzir enganos, principalmente por quem não tem familiaridade com plantas selvagens.
A Secretaria de Saúde de Patrocínio informou que equipes da Vigilância Sanitária agem para acompanhar os pacientes nos hospitais (UPA e Santa Casa) e garantir atendimento emergencial imediato.
O alerta emitido é para que pessoas não colem plantas silvestres para consumo sem identificação segura — mesmo que pareçam com vegetais conhecidos — e, em caso de suspeita de intoxicação, procurar atendimento médico imediato, levando, se possível, pedaços da planta para exame e identificação.