Racismo contra Vini Jr. escala na Europa com apoio a jogador acusado

Os insultos racistas contra Vinícius Júnior voltaram ao centro do debate no futebol europeu após o jogo entre Benfica e Real Madrid, pela Liga dos Campeões da UEFA, em Lisboa.

Após marcar um belo gol e comemorar com sua tradicional dança — recebendo cartão amarelo por suposta provocação —, Vinícius acusou o argentino Gianluca Prestianni de ofensa racista. O árbitro francês François Letexier acionou o protocolo antirracismo e paralisou a partida por cerca de dez minutos, mas Prestianni não foi punido em campo.

Após o jogo, Kylian Mbappé afirmou que o jogador do Benfica chamou Vinícius de “mono” cinco vezes, dizendo que ele não merece disputar a Champions. Eduardo Camavinga também saiu em defesa do brasileiro. Vinícius declarou nas redes que racistas são covardes e que denunciar é necessário.

Prestianni negou as acusações, dizendo que foi mal interpretado e que jamais foi racista. O Benfica declarou apoio total ao atleta e afirmou que ele sempre demonstrou respeito, criticando o que chamou de campanha de difamação.

A UEFA informou que analisa os relatórios do jogo e poderá abrir investigação. Pelo regulamento, ofensas racistas podem resultar em ao menos dez partidas de suspensão.

A Confederação Brasileira de Futebol manifestou apoio a Vinícius, destacando que racismo é crime. O ex-jogador Thierry Henry também defendeu o brasileiro publicamente.

O técnico do Benfica, José Mourinho, disse ter ouvido versões diferentes e evitou tomar posição. O clube reiterou compromisso com igualdade e inclusão, citando Eusébio, ídolo histórico do Benfica e símbolo da luta contra o racismo.

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