O clérigo Mojtaba Khamenei foi escolhido como novo líder supremo do Irã após a morte de seu pai, Ali Khamenei, ocorrida em 28 de fevereiro de 2026. O cargo é o mais poderoso do sistema político iraniano e está acima do presidente e do Parlamento desde a Revolução Islâmica de 1979.
Nascido em 1969 na cidade de Mashhad, Mojtaba é conhecido por manter perfil discreto e pouca exposição pública. Apesar disso, analistas apontam que ele acumulou influência significativa nos bastidores da República Islâmica, especialmente por sua proximidade com a Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), força militar central para a sustentação do regime.
Especialistas afirmam que sua ascensão representa continuidade da linha política seguida por seu pai. O analista Karim Sadjadpour, do Carnegie Endowment for International Peace, avalia que Mojtaba é mais associado à manutenção da estrutura atual de poder do que a mudanças no sistema político iraniano.
Ao longo dos anos, opositores o acusaram de interferir em eleições e de ter participação indireta em ações de repressão a protestos internos, críticas que ganharam repercussão dentro e fora do país.
No Irã, o líder supremo concentra autoridade religiosa e política. Ele tem poder sobre as Forças Armadas, decide sobre guerra e paz, define diretrizes de política externa e nomeia chefes do Judiciário e da mídia estatal.
Já o presidente, atualmente Masoud Pezeshkian, é eleito pelo voto popular e administra o governo no dia a dia, principalmente nas áreas econômicas e sociais, mas sempre sob supervisão do líder supremo.
O título de aiatolá representa um dos mais altos níveis da hierarquia religiosa xiita e simboliza a união entre autoridade religiosa e poder político que caracteriza o sistema iraniano.