Em um momento marcado pela despedida, a solidariedade de uma família tornou possível levar esperança a quem aguarda por um transplante. A autorização para a doação de órgãos de um paciente de 55 anos permitiu que o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), referência em captação de órgãos no estado de São Paulo, realizasse sua 14ª captação do ano, com a retirada de fígado e rins, que poderão beneficiar pessoas que esperam por uma nova chance de vida.
Com a captação, o HSV chega a 63 órgãos captados neste ano, mais que o dobro dos 30 registrados ao longo de todo o ano de 2025.
O procedimento foi acompanhado pela Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT) do HSV, responsável por conduzir as etapas do processo, desde o acolhimento e a orientação aos familiares até a organização dos procedimentos necessários para a captação. O trabalho envolve a integração de diferentes profissionais e exige cuidado em cada etapa, com respeito à dor e ao momento vivido pelas famílias.
“Cada doação representa uma oportunidade de transformar a vida de pessoas que aguardam por um transplante. Sabemos que essa decisão acontece em um momento muito delicado para as famílias. Por isso, nosso trabalho também envolve acolher, orientar e esclarecer dúvidas, respeitando o tempo e os sentimentos de cada uma. A autorização para a doação é um gesto de solidariedade que pode devolver esperança a quem espera por uma nova chance de viver”, afirma a enfermeira líder da e-DOT do Hospital São Vicente, Raíssa Fileli.
No Brasil, a autorização familiar é indispensável para a doação de órgãos após a morte. “Manifestar esse desejo aos familiares ainda em vida é fundamental para que eles conheçam e possam respeitar a vontade do possível doador”, explica Raíssa.
Foram captados fígado e rins durante procedimento no HSV
Hospital Amigo do Transplante
Conversar com os familiares sobre o desejo de ser doador é fundamental para que esse gesto de solidariedade possa representar uma nova chance de vida para quem aguarda por um transplante.