O medicamento lecanemabe (comercializado como Leqembi), aprovado pela Anvisa em dezembro de 2025, foi precificado pela CMED entre cerca de R$ 8.100 e R$ 11 mil por mês no Brasil, dependendo de impostos. Indicado para Doença de Alzheimer em estágio inicial ou comprometimento cognitivo leve, ele é um anticorpo monoclonal que atua contra a proteína beta-amiloide, associada à progressão da doença.
O tratamento é feito por infusão intravenosa a cada 15 dias, com acompanhamento médico. Estudos mostram que o remédio pode reduzir em média 27% a velocidade de progressão da doença ao longo de 18 meses, mas não melhora os sintomas — apenas retarda o avanço, o que equivale a alguns meses de ganho clínico.
Há riscos de efeitos adversos, como edema e hemorragia cerebral, especialmente em pessoas com predisposição genética (apolipoproteína E4), grupo para o qual o uso não foi aprovado no Brasil. Antes do tratamento, são necessários exames como ressonância magnética e testes genéticos.
Especialistas destacam que, apesar do efeito modesto, o lecanemabe representa um avanço por atuar em mecanismos biológicos da doença, abrindo caminho para terapias futuras mais eficazes e seguras.