A renda média mensal dos brasileiros atingiu R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica do IBGE iniciada em 2012. O resultado representa alta de 5,4% em relação a 2024, quando a média era de R$ 3.195. Os dados são da Pnad Contínua e consideram rendimentos de trabalho, aposentadorias, pensões, aluguéis, programas sociais e aplicações financeiras.
Segundo o IBGE, o mercado de trabalho foi o principal responsável pelo avanço. O rendimento médio dos trabalhos chegou a R$ 3.560 mensais, também recorde, com crescimento de 5,7% em um ano. A recuperação do emprego após a pandemia e a valorização do salário mínimo ajudaram no resultado.
Outras fontes de renda também cresceram. O rendimento médio com aluguel e arrendamento subiu 11,8%, alcançando R$ 2.526. Já aposentadorias e pensões avançaram 2,1%, para R$ 2.697. Os chamados “outros rendimentos”, que incluem aplicações financeiras, bolsas e patentes, chegaram a R$ 2.302, alta de 3,6%.
A renda de programas sociais ficou praticamente estável: R$ 870 mensais em 2025, contra R$ 875 em 2024. O IBGE informou que ganhos esporádicos, como apostas online e loterias, não entram no cálculo.
Em 2025, 67,2% da população brasileira tinha algum tipo de rendimento, o maior índice da série. A parcela com renda do trabalho chegou a 47,8%, enquanto 13,8% recebiam aposentadorias e pensões.
Regionalmente, o Centro-Oeste registrou a maior renda média do país, com R$ 4.052, seguido por Sul (R$ 3.859) e Sudeste (R$ 3.855). Nordeste teve a menor média, com R$ 2.282.
Entre os estados, o Distrito Federal liderou com R$ 6.492 mensais, impulsionado pelos salários do funcionalismo público. São Paulo apareceu em segundo lugar, com R$ 4.106, seguido do Rio de Janeiro, com R$ 4.039. Na outra ponta, o Maranhão teve a menor renda média do país: R$ 2.043.