Robinho trocou sua equipe de defesa e nomeou os advogados Anderson Luna, Mário Vale e Bruno Cândido para atuar em recursos no STJ e no STF. A mudança pode alterar a estratégia jurídica do ex-atleta, que também segue representado por um escritório ligado a José Eduardo Rangel de Alckmin.
Preso no Brasil desde 2024, Robinho cumpre pena de nove anos após o STJ homologar a sentença da Justiça italiana, que o condenou por participação em um estupro coletivo ocorrido em Milão, em 2013. A decisão tornou-se definitiva em 2022. Como o Brasil não extradita seus cidadãos, a pena passou a ser executada no país.
A defesa contesta principalmente o regime de cumprimento da pena. Segundo os novos advogados, há possível injustiça porque o crime não é classificado como hediondo na Itália, ao contrário do Brasil, o que influencia regras como progressão de regime. Eles argumentam que o cumprimento deve respeitar os limites da sentença estrangeira e ser proporcional.
Inicialmente preso em Tremembé, Robinho foi transferido em novembro para um centro de ressocialização em Limeira (SP). Em agosto, o STF já havia rejeitado um recurso que questionava a execução da pena no Brasil.
O ex-jogador nega o crime, mas a Justiça italiana concluiu que a vítima foi embriagada e abusada diversas vezes em um camarim de boate.