O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que pretende defender que parlamentares de direita tornem públicos seus votos na eleição para a presidência da Casa, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A estratégia busca evitar que senadores do grupo apoiem secretamente a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Segundo Marinho, a divulgação dos votos ajudaria a garantir que os parlamentares eleitos pela direita mantenham o compromisso com uma candidatura de oposição. O senador afirmou que é difícil justificar publicamente um apoio a Alcolumbre.
O PL deve discutir o assunto em uma reunião marcada para quarta-feira (4), quando também poderá oficializar o nome de Marinho para disputar o comando do Senado.
Outra possível candidata é a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Enquanto parte da direita defende enfrentar Alcolumbre nas urnas, outro grupo prefere negociar espaços na estrutura do Senado para evitar que o partido fique sem representação na direção da Casa.
A oposição ganhou força na composição do Senado e contará com 29 parlamentares do PL e três do Novo. Outros partidos, como Republicanos, PP, Podemos e PSDB, também terão representantes alinhados à direita. Para vencer a eleição, são necessários pelo menos 41 votos entre os 81 senadores.
Marinho e Alcolumbre afirmam contar com 48 votos cada, mas as estimativas podem incluir os mesmos parlamentares, já que a votação é secreta.
Entre os principais motivos de resistência da direita ao atual presidente do Senado estão sua oposição à abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a condução das articulações sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
A disputa promete intensificar as articulações políticas nos próximos meses. A possibilidade de tornar os votos públicos é vista por aliados de Marinho como uma forma de reduzir possíveis dissidências e fortalecer a candidatura de oposição.