O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, foi assassinado na noite de segunda-feira, 15 de setembro, em Praia Grande, no litoral paulista. Ele deixava a prefeitura, onde atuava como secretário de Administração, quando sofreu uma emboscada. Dirigia um carro que não era blindado, emprestado da esposa, e foi perseguido por criminosos. Após colidir com um ônibus e capotar, o veículo foi cercado e atingido por diversos disparos de fuzil. O carro usado pelos suspeitos na fuga foi encontrado incendiado pouco depois.
A polícia identificou quatro suspeitos ligados ao crime. Dois deles estão foragidos: Flávio Henrique Ferreira de Souza e Felipe Avelino da Silva, conhecido como “Masquerano”, apontado como integrante do PCC e com passagens por tráfico e roubos. Ambos tiveram mandados de prisão expedidos e são considerados executores diretos do atentado.
Outros dois investigados foram presos temporariamente. Daésly Oliveira Pires, de 25 anos, é suspeita de transportar um dos fuzis usados na ação, de Praia Grande até Diadema, dentro de uma bolsa. Em depoimento, ela afirmou que não sabia o que carregava. Já Luiz Antônio Rodrigues de Miranda teria organizado a logística desse transporte. Segundo a investigação, ele pagou envolvidos por meio de transferências via Pix, feitas a partir de uma conta em nome de seu filho de apenas 10 anos.
As autoridades trabalham com duas principais linhas de investigação. A primeira é a de vingança, já que Fontes era jurado de morte pelo PCC desde 2006, quando comandou uma operação que indiciou líderes da facção. A segunda possibilidade é que o crime tenha relação com sua atuação recente na Prefeitura de Praia Grande.
A polícia afirma não ter dúvidas de que o PCC está por trás da execução. As buscas pelos foragidos continuam, enquanto os presos seguem à disposição da Justiça para esclarecer detalhes da ação criminosa.