São Paulo Avança na Implementação de Escolas Cívico-Militares com Consultas Públicas

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) está promovendo consultas públicas em escolas interessadas no modelo cívico-militar. O processo começou na segunda-feira (17) e envolve representantes de 300 unidades que já demonstraram interesse no modelo. O objetivo é implementar 100 escolas até o segundo semestre deste ano.

Cinco escolas de Jundiaí fazem parte do projeto: Conde do Parnaíba, Paulo Mendes Silva, Doutor Rafael Mauro, Professora Deolinda Copelli de Souza Lima e Professor João Batista Curado. Em Campo Limpo Paulista, a escola Professora Georgina Helena Fortarel também participa.

As consultas acontecem até 31 de março, registradas na Secretaria Escolar Digital (SED). Caso o quórum mínimo de 50% da comunidade escolar não seja atingido, novas rodadas ocorrerão entre 7 e 9 de abril e, se necessário, entre 15 e 17 de abril. O resultado final será divulgado em 25 de abril.

Segundo Vinícius Neiva, secretário-executivo da Seduc-SP, a implantação será gradual e baseada na escuta da comunidade. A meta é iniciar o modelo em 2025 com 100 escolas, monitorando o impacto e avaliando futuras expansões.

Podem votar mães, pais ou responsáveis por alunos menores de 16 anos, além dos próprios estudantes a partir dessa idade. Professores e funcionários também participam.

Entre os critérios para adesão ao modelo estão: proximidade de até dois quilômetros de outra unidade que não adotou o modelo, número de votos favoráveis acima de 50%, e a oferta do Ensino Fundamental e Médio.

As escolas cívico-militares seguirão o Currículo Paulista. A Seduc-SP será responsável pela seleção de monitores e capacitação dos professores. A Secretaria da Segurança Pública auxiliará na escolha dos monitores, considerando históricos comportamentais e criminais.

Além disso, a Segurança Pública atuará em atividades extracurriculares. Policiais da reserva poderão ser monitores em algumas unidades. O investimento previsto é igual ao das escolas regulares, com R$ 7,2 milhões destinados à contratação de monitores para 100 escolas.

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