O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, divulgou imagens de um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. As fotos mostram Trump ao lado de Flávio e, em outra, o empresário Paulo Figueiredo e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O governo norte-americano não confirmou oficialmente a reunião.
Flávio havia informado nas redes sociais que estava a caminho da Casa Branca e publicou um vídeo dizendo que participaria de uma “conversa muito bacana”, sem revelar os participantes. Ele chegou aos EUA na segunda-feira (25) e ficou hospedado em um hotel com diárias a partir de US$ 500 (cerca de R$ 2,5 mil).
Segundo Paulo Figueiredo, o grupo apresentou temas ligados ao combate ao crime organizado, incluindo o pedido para que o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam classificados pelos EUA como “organizações terroristas estrangeiras”. Ele afirmou ainda que há documentação já entregue às autoridades americanas e que o grupo tenta reverter uma suposta atuação do governo Lula sobre o tema. O governo brasileiro, por sua vez, sustenta que não houve discussão sobre essa classificação em encontro recente entre Lula e Trump, mas sim propostas de cooperação em segurança pública.
O encontro ocorre em meio a um contexto político delicado para Flávio Bolsonaro. Aliados do senador têm destacado a reunião como parte de uma série de compromissos em Washington. Ao mesmo tempo, ele enfrenta repercussões após revelação de que teria buscado financiamento junto ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, com investimento estimado em R$ 61 milhões.
O episódio gerou desgaste político e contribuiu para um cenário de pressão interna na pré-campanha do PL. Segundo pesquisa Datafolha divulgada após a repercussão do caso, Lula ampliou sua vantagem em uma simulação de primeiro turno, passando de 3 para 9 pontos percentuais à frente de Flávio (40% a 31%).