Sífilis avança no Brasil e já é considerada epidemia persistente

A sífilis segue em expansão no Brasil e ainda é subestimada por grande parte da população. Transmitida principalmente por relações sexuais sem preservativo, a infecção sexualmente transmissível é causada pela bactéria Treponema pallidum e também pode ser transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, o que agrava o cenário de saúde pública.

Dados recentes do Ministério da Saúde apontam mais de 810 mil casos de sífilis em gestantes registrados entre 2005 e junho de 2025. Em 2024, houve aumento da transmissão vertical, quando a infecção é passada da mãe para o feto. Diante desse quadro, especialistas classificam a doença como uma epidemia persistente, caracterizada por números elevados e contínuos ao longo do tempo.

Um dos principais desafios no controle da sífilis é o seu caráter silencioso. As lesões iniciais geralmente não causam dor e podem desaparecer sem tratamento, levando à falsa impressão de cura. Sem diagnóstico, a pessoa infectada pode continuar transmitindo a doença. A ausência do uso de preservativos e a falta de tratamento adequado de todos os parceiros contribuem diretamente para a disseminação da infecção.

Os farmacêuticos têm papel cada vez mais relevante no enfrentamento da doença. Presentes em farmácias, unidades básicas de saúde e outros pontos de atenção, esses profissionais atuam na orientação à população, no incentivo ao uso de preservativos e na promoção da testagem rápida. Além disso, contribuem para a adesão ao tratamento, esclarecendo dúvidas sobre o uso correto dos medicamentos e reforçando a importância de tratar também os parceiros.

A ampliação do acesso a testes rápidos em farmácias e a atuação clínica do farmacêutico fortalecem as estratégias de diagnóstico precoce e interrupção da cadeia de transmissão. Com informação qualificada e cuidado contínuo, esses profissionais ajudam a reduzir o impacto da sífilis no país.

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