O Conselho Deliberativo do São Paulo se reúne nesta sexta-feira (16), a partir das 18h30, para votar o pedido de impeachment do presidente do clube, Julio Casares, de 64 anos. A sessão ocorrerá de forma híbrida — presencial no Salão Nobre do Morumbis e on-line —, com votação secreta, após decisão da Justiça que autorizou o modelo semipresencial previsto no estatuto do clube.
Ao todo, 254 conselheiros estão aptos a votar. Para que Casares seja afastado, são necessários dois terços dos votos, o equivalente a 171 conselheiros, além de quórum mínimo de 75% dos aptos (191 votos). Caso o afastamento seja aprovado, o presidente deixa o cargo imediatamente, mas a decisão ainda precisará ser ratificada em assembleia geral de sócios, a ser convocada em até 30 dias.
Inicialmente cética quanto à aprovação do impeachment, a oposição ganhou força nos últimos dias após o rompimento de quatro dos seis grupos que sustentavam a gestão de Casares: Legião, Vanguarda, Sempre Tricolor e Participação — este último, a chapa do próprio presidente. A estimativa é de que esses grupos reúnam cerca de 128 votos favoráveis ao afastamento, que, somados aos votos oposicionistas, chegariam a pelo menos 182.
O vice-presidente Harry Massis Junior, 80 anos, que assumiria o cargo em caso de afastamento, declarou voto favorável ao impeachment. Casares mantém apoio dos grupos Força São Paulo e Movimento São Paulo, que somam 67 conselheiros.
O avanço das investigações da Polícia Civil sobre movimentações financeiras suspeitas envolvendo R$ 1,5 milhão em dinheiro e saques que totalizam R$ 11 milhões aumentou a pressão pelo afastamento. A defesa de Casares afirma que os recursos têm origem lícita e que os esclarecimentos serão apresentados no curso das investigações.