O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) rejeitou por unanimidade o pedido do Santos para anular a derrota por 3 a 0 para o Coritiba, em julgamento realizado nesta sexta-feira (22). O clube alegava que houve “erro de direito” da arbitragem na substituição equivocada de Neymar, mas o tribunal entendeu que o caso se tratou apenas de “erro de fato”, o que não permite a impugnação da partida.
O lance polêmico aconteceu no segundo tempo do confronto válido pela 16ª rodada do Brasileirão, disputado na Neo Química Arena. Neymar recebia atendimento médico fora do gramado quando o jovem Robinho Jr. entrou em seu lugar. O camisa 10 se irritou imediatamente, pois, segundo o Santos, a troca correta seria Robinho Jr. na vaga do lateral Gonzalo Escobar.
Após o jogo, o auxiliar técnico César Sampaio afirmou que pediu ao quarto árbitro para aguardar antes de confirmar a alteração, já que a intenção era avaliar se Neymar teria condições de voltar. Segundo ele, o documento entregue à arbitragem indicava claramente a saída de Escobar, mas o quarto árbitro teria se precipitado ao levantar a placa com o número 10.
Na súmula, porém, o árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva apresentou outra versão. Ele relatou que o quarto árbitro recebeu confirmação verbal e gestual do próprio César Sampaio para substituir Neymar, informação que também teria sido testemunhada pelo delegado da partida.
Durante o julgamento, o advogado do Coritiba utilizou uma declaração do técnico Cuca para reforçar a defesa do clube paranaense. Após a partida, o treinador afirmou que a substituição não foi responsável pela derrota e que não seria justo culpar a arbitragem pelo resultado.
Com a decisão do STJD, o placar de 3 a 0 para o Coritiba está mantido. O Santos segue em situação delicada no Campeonato Brasileiro, ocupando a 16ª colocação, com 18 pontos, próximo da zona de rebaixamento.