O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou em 17 de setembro de 2025, durante evento em Araçatuba, que não pretende disputar a Presidência da República em 2026 e que seu foco será a reeleição ao governo estadual.
Essa declaração marca um recuo em relação a episódios anteriores em que Tarcísio foi apontado como um dos nomes mais cotados para representar a direita nas eleições presidenciais, especialmente diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro após condenação no Supremo Tribunal Federal.
Segundo ele, apesar das especulações e do interesse de setores do Centrão e do mercado por uma sua candidatura nacional, sua prioridade é permanecer no Palácio dos Bandeirantes.
Além disso, Tarcísio condiciona qualquer aventura presidencial futura a uma convocação explícita de Bolsonaro ou de lideranças do campo de centro-direita: ele afirma que só disputaria o Planalto caso houvesse um “pedido” político nesse sentido.
Aliados, partidos como PSD, PP e lideranças do Centrão vêm defendendo que Tarcísio seria o nome viável da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.
No entanto, o dirigente do PSD, Gilberto Kassab, relativizou essas expectativas, dizendo que o governador só disputaria em 2026 “se tiver quase certeza da vitória” e que Lula ainda é o favorito hoje. As pesquisas eleitorais recentes apontam que Tarcísio é considerado, entre os nomes da direita, o rival mais competitivo para Lula num eventual segundo turno, caso Bolsonaro esteja fora do pleito. Contudo, ele também presenciou queda nas intenções de voto em cenários simulados, o que pode ter motivado a declaração de recuo.
Internamente, ele já havia reafirmado que pretende focar no “projeto de São Paulo” e que apoiará quem for candidato à Presidência do campo da centro-direita, sem necessariamente disputar ele próprio.
Por fim, esse posicionamento público também surge após uma série de críticas vindas de figuras ligadas a Bolsonaro, como seus filhos Carlos e Eduardo, que chegaram a apontar governadores de oposição como “oportunistas” tentando herdar o capital eleitoral do ex-presidente.