O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral nesta quinta-feira (25), no hospital DF Star, em Brasília. O procedimento teve início por volta das 9h40 e durou cerca de três horas, sendo concluído sem intercorrências, segundo informou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Bolsonaro havia sido internado na véspera para exames pré-operatórios, que confirmaram sua aptidão para a cirurgia.
A hérnia inguinal ocorre quando um tecido do abdômen provoca uma protuberância na região da virilha. Após a cirurgia, o ex-presidente deve permanecer entre uma hora e meia e duas horas em recuperação da anestesia geral, com previsão de internação entre cinco e sete dias para acompanhamento médico.
Bolsonaro cumpre pena de prisão por tentativa de golpe de Estado e precisou de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para deixar temporariamente a Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde novembro. A permissão foi concedida após perícia médica da PF atestar a necessidade de realização rápida da cirurgia eletiva.
A equipe médica optou por um método cirúrgico tradicional, em vez do procedimento laparoscópico, devido ao histórico de múltiplas cirurgias do ex-presidente, relacionadas principalmente às sequelas da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. Em abril deste ano, Bolsonaro passou por uma cirurgia de cerca de 12 horas para tratar uma obstrução intestinal.
Os médicos também avaliam a possibilidade de um procedimento não cirúrgico para conter crises frequentes de soluço, que estariam associadas a um quadro de ansiedade e abalo emocional, conforme relato de integrantes da equipe médica.
Durante a internação, Moraes autorizou visitas da esposa e dos filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura, mas proibiu o uso de celulares e aparelhos eletrônicos. A Polícia Federal é responsável pela vigilância permanente do ex-presidente e pela segurança do hospital durante todo o período de internação.