O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli promoveu uma celebração de Ano Novo no Resort Tayayá, no fim de 2025, com consumo liberado de bebidas para os convidados. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo, que ouviu funcionários do local durante uma estadia no hotel.
Segundo os relatos, parte dos convidados levou bebidas próprias, como vinhos e espumantes. Já no bar do resort, os pedidos não passaram pelo sistema padrão de cobrança, feito por pulseiras com chip vinculadas à conta dos hóspedes. Conforme uma funcionária, os atendimentos ocorreram sem qualquer registro financeiro. “Aqui, quando cobra, a gente passa na pulseirinha. Mas deles não. Eles só pedem e a gente entrega”, afirmou ao Estadão. Entre os drinks mais solicitados estava a piña colada, que no cardápio custa R$ 48.
Procurado, o resort não respondeu aos questionamentos sobre o consumo liberado ao ministro e aos convidados. A assessoria do STF também não se manifestou até a publicação da reportagem.
Funcionários relataram ainda que Toffoli costuma frequentar áreas reservadas do Tayayá, incluindo o condomínio Ecoview, setor mais exclusivo do complexo. Uma cota de hospedagem no espaço, com direito a quatro semanas por ano, custa R$ 750 mil.
Durante a apuração, empregados demonstraram desconforto ao comentar o assunto, em meio à repercussão de reportagens sobre a ligação empresarial de familiares do ministro com o resort. A Maridt Participações S/A, empresa administrada por dois irmãos de Toffoli, chegou a deter 33% do empreendimento, participação vendida no ano passado ao advogado Paulo Humberto Barbosa. Antes disso, parte da fatia foi negociada com o fundo Arleen, controlado por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro — empresário envolvido em processo relatado por Toffoli no STF.
Segundo reportagem da Revista Oeste