Identificar os sinais precocemente e manter o tratamento são atitudes que protegem o paciente e quem está ao redor
Silenciosa em muitos casos, antiga na história da humanidade e ainda presente na rotina dos serviços de saúde, a tuberculose continua fazendo parte da realidade em pleno 2026. Embora seja conhecida há séculos – há registros inclusive em múmias do Egito Antigo com sinais da infecção nos pulmões – a doença ainda é identificada com frequência, muitas vezes de forma tardia ou após interrupções no tratamento.
Transmitida pelo ar, por meio da fala, tosse ou espirro de pessoas infectadas, a tuberculose se espalha com mais facilidade em ambientes fechados e na convivência prolongada entre familiares, colegas de trabalho e amigos. Muitas vezes, a transmissão continua porque os sintomas surgem de forma leve ou pouco característica, o que dificulta o reconhecimento da doença.
Sintomas que nem sempre chamam atenção
Os sinais clássicos da tuberculose incluem tosse persistente, febre (geralmente no final da tarde), suor noturno intenso, perda de peso, cansaço, falta de ar e, em casos mais graves, sangramento pelas vias respiratórias.
Mas nem todos os pacientes apresentam esse quadro completo. Em muitos casos, os sintomas são leves e acabam sendo confundidos com quadros respiratórios comuns. A tosse, por exemplo, pode não parecer preocupante no início. “A tuberculose pode começar de forma muito discreta. Nem sempre o paciente apresenta todos os sintomas clássicos e isso acaba atrasando o diagnóstico”, explica o médico pneumologista do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), Dr. Eduardo Leme.