Trump afirma que espera acordo com Cuba e diz não ver necessidade de ação militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26) que espera chegar a um acordo com Cuba sem precisar recorrer às Forças Armadas americanas. A declaração foi dada a jornalistas na Casa Branca e representa uma mudança de tom após recentes ameaças envolvendo o uso de força militar na América Latina e no Caribe.

“Eu diria que Cuba e nós faremos um acordo”, afirmou Trump. Segundo o presidente, não acredita que será necessário utilizar os militares para lidar com a situação envolvendo Havana.

A declaração ocorre poucos dias depois de Trump discursar na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Na ocasião, ele mencionou a possibilidade de ações militares na região para combater cartéis de drogas e voltou a criticar o governo cubano.

Trump também afirmou que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, trabalha para tentar alcançar um entendimento com Cuba. Ao mesmo tempo, o presidente voltou a defender mudanças no comando político da ilha e acusou o governo cubano de manter relações com grupos que considera radicais.

As declarações provocaram reação das autoridades cubanas. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou Trump de disseminar informações falsas e afirmou que o país tem o direito de preservar sua soberania e independência.

A relação entre Washington e Havana também é afetada por sanções impostas pelo governo americano. Desde o início do ano, medidas contra o setor de petróleo dificultaram o acesso cubano a combustíveis usados na geração de energia.

Cuba enfrenta uma grave crise no sistema elétrico, com apagões que chegaram a durar mais de 30 horas em Havana e ultrapassaram 60 horas em algumas províncias. A União Elétrica de Cuba afirma que a disponibilidade de combustível poderia acelerar a recuperação do fornecimento.

O governo cubano atribui parte da crise às medidas adotadas pelos Estados Unidos. Washington, por outro lado, responsabiliza a gestão econômica interna pela deterioração do sistema energético.

A atual postura de Trump ocorre após meses de declarações alternando ameaças e sinalizações de negociação com Havana.

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