Trump afirma que EUA fizeram novo ataque contra gangue venezuelana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças militares americanas realizaram um segundo ataque — desta vez contra um barco venezuelano suspeito de traficar drogas — em águas internacionais, resultando na morte de três pessoas

Segundo Trump, o barco era usado por narcoterroristas venezuelanos e transportava drogas, como cocaína e fentanil, para os EUA. Ele também divulgou um vídeo que mostraria o momento do ataque, com a embarcação explodindo e pegando fogo. Nenhuma prova concreta sobre a carga de drogas foi apresentada publicamente até o momento. 

Esse ataque faz parte de uma ofensiva mais ampla toda comandada pelo Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), que Trump qualificou como dirigida contra “cartéis de narcoterroristas extraordinariamente violentos”. Ele justificou a ação como necessária para proteger a segurança nacional, política externa e interesses vitais dos Estados Unidos. 

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, reagiu condenando os ataques, chamando-os de agressão e dizendo que acusar o governo de tráfico serve de pretexto para buscar mudança de regime. Maduro também criticou a divulgação do vídeo, alegando que poderia ser manipulado ou até obra de inteligência artificial. 

Além disso, o governo Trump indicou que pode expandir essas operações para alvos terrestres, perseguindo cartéis quando eles operam sobre terra da mesma forma que o têm feito no mar. 

Há, no entanto, sérias dúvidas sobre a legalidade desses ataques. Políticos nos EUA — democratas e alguns republicanos — bem como especialistas em direito internacional e direitos humanos, questionam se o presidente tem autoridade para esses ataques sem autorização do Congresso, se as operações não configuram executações extrajudiciais, ou se violam normas de soberania e uso da força internacional.

Esse segundo ataque segue uma operação anterior de 2 de setembro, em que os EUA destruíram uma embarcação suspeita de tráfico venezuelano (ligada ao grupo “Tren de Aragua”), matando 11 pessoas. 

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