O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista por telefone à CNN que a ofensiva militar contra o Irã está indo “muito bem” e que os EUA estão “dando uma surra” no país, mas que uma “grande onda” de ataques ainda está por vir. A conversa com o canal durou cerca de nove minutos nesta segunda-feira (2). Trump disse que, embora os ataques iniciais tenham sido eficazes, ainda não foi iniciada a fase mais intensa da operação, que ele afirmou estar “chegando em breve”.
Segundo Trump, os EUA dispõem das “melhores forças armadas do mundo” e têm as utilizado de forma poderosa. Ele afirmou que espera que o conflito não se prolongue por muito tempo, mencionando que sempre acreditou que duraria cerca de quatro semanas e que a operação está “um pouco à frente do cronograma”.
O presidente também declarou que os EUA estão fazendo mais do que apenas ataques militares, alegando que há esforços para ajudar o povo iraniano a retomar o controle do país, embora tenha ressaltado que “não é seguro lá fora” e pediu que civis permaneçam em casa.
Trump disse estar surpreso com a amplitude da retaliação iraniana, que atingiu tropas americanas e países do Oriente Médio como Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos.
Em declarações a outros veículos, ele não descartou o envio de tropas terrestres ao Oriente Médio, indicando que poderia ser necessário, apesar de normalmente presidentes evitarem esse tipo de compromisso.
Na mesma linha, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reiterou que a ofensiva continuará e enfatizou a política de que qualquer ameaça a americanos em qualquer lugar será enfrentada com força. Hegseth também afirmou que o objetivo da operação não é uma “mudança de regime”, embora reconheça que a liderança iraniana tenha sido alterada após os ataques iniciais.
A ofensiva militar, que faz parte de uma ampla escalada no Oriente Médio, já resultou em mortes de militares americanos e iranianos e desencadeou debates políticos internos nos EUA sobre os limites das ações do presidente e os riscos de um conflito prolongado.