Trump planeja reduzir tarifas sobre carne importada nos EUA, diz jornal

O governo de Donald Trump estuda reduzir tarifas de importação da carne bovina para conter a alta dos preços nos Estados Unidos, segundo reportagem do The Wall Street Journal publicada nesta segunda-feira (11). A medida poderia ser anunciada ainda nesta semana e incluiria a suspensão da tarifa aplicada às importações que ultrapassam as cotas permitidas.

Caso a mudança seja aprovada, empresas brasileiras como JBS, BRF e Minerva Foods devem ser beneficiadas, ampliando as exportações para os EUA e reduzindo a dependência do mercado chinês. Atualmente, a China responde por 48,1% das exportações brasileiras de carne bovina, enquanto os EUA representam menos de 15%.

Segundo a Abiec, o Brasil exportou 288,7 mil toneladas de carne bovina em abril, sendo 42,4 mil toneladas destinadas aos EUA. O país ultrapassou ainda em janeiro a cota anual de 65 mil toneladas permitidas sem tarifa adicional, passando a pagar uma taxa de 26% sobre o excedente. A entidade estima que mais de 80% da carne brasileira enviada aos EUA em 2024 e 2025 entrou já sob essa cobrança.

Especialistas apontam que os EUA vivem um cenário de déficit na produção de carne bovina e dependem cada vez mais das importações. Isso pode abrir espaço para crescimento das exportações brasileiras.

Recentemente, a Abiec e a ApexBrasil participaram de encontros em Washington para fortalecer relações comerciais entre os dois países. Hoje, cerca de 50 frigoríficos brasileiros estão habilitados a exportar carne bovina aos EUA.

Apesar da possível flexibilização tarifária, o governo Trump também abriu investigação sobre práticas concorrenciais no setor de carnes, envolvendo empresas brasileiras como a JBS e a BRF, dona da National Beef.

Após a divulgação da notícia, as ações da Minerva subiram 4,8%, enquanto os papéis da JBS NV e da americana Tyson Foods registraram queda.

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