Trump propõe expulsar palestinos da Faixa de Gaza de forma permanente

Em reunião com o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, na Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, propôs a retirada permanente dos palestinos da Faixa de Gaza devido aos danos causados pela guerra entre Israel e o Hamas, após o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023. Trump sugeriu que os palestinos criassem um novo Estado em outro local, afirmando que Gaza “não é um lugar para as pessoas viverem”. Ele mencionou que haveria interesse na reconstrução de Gaza, sem detalhar os envolvidos, e sugeriu que os palestinos fossem reassentados em locais onde pudessem viver em segurança e felicidade.

A proposta de Trump gerou críticas. Egito e Jordânia rejeitaram a ideia de abrigar os refugiados palestinos, temendo instabilidade e sobrecarga socioeconômica. Juristas e diplomatas alertaram que a retirada forçada dos 2,2 milhões de moradores de Gaza configuraria crime de limpeza étnica, conforme as Convenções de Genebra. O Hamas também se opôs à proposta, considerando-a uma fonte de caos e tensão. Países árabes, como Jordânia, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Catar e Egito, junto com a Autoridade Palestina, enviaram uma carta ao secretário de Estado dos EUA rejeitando a sugestão de reassentamento.

O premiê Netanyahu não se manifestou diretamente sobre a sugestão de Trump, mas membros de sua coalizão de extrema direita apoiam a anexação de Gaza. Netanyahu também discutiu a segunda fase do acordo de cessar-fogo com o Hamas, sendo pressionado pelas famílias dos reféns a manter o acordo, enquanto sua coalizão de extrema direita defende a retomada da guerra.

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