O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o governo americano poderá cobrar uma taxa de passagem no Estreito de Hormuz caso não haja acordo com o Irã nas negociações de paz em andamento. Segundo ele, durante os 60 dias de cessar-fogo não haverá cobrança, mas a medida poderá ser adotada posteriormente como forma de compensar custos militares e de segurança dos EUA.
A declaração ocorreu após a Guarda Revolucionária Islâmica e o comando militar iraniano anunciarem um novo fechamento do estreito ao tráfego marítimo. O governo do Irã justificou a decisão alegando riscos à segurança e acusando violações do cessar-fogo, além de relacioná-la aos recentes ataques israelenses no sul do Líbano.
Os Estados Unidos contestaram a versão iraniana. De acordo com o Exército americano, a navegação continuou normalmente durante o sábado, com 55 embarcações atravessando o estreito e transportando cerca de 17 milhões de barris de petróleo. O vice-presidente J. D. Vance declarou que não havia sinais de interrupção efetiva do tráfego marítimo.
O Estreito de Hormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de grande parte do petróleo exportado pelos países do Golfo Pérsico. Por isso, qualquer ameaça de bloqueio ou restrição à passagem gera preocupação internacional e pode impactar os preços globais da energia e os mercados financeiros.