Um novo estudo revela que o consumo frequente de alimentos ultraprocessados pode estar associado aos sintomas iniciais do mal de Parkinson. A pesquisa, publicada na revista científica Neurology, acompanhou mais de 100 mil pessoas na França durante uma década e identificou que quem consumia mais esse tipo de alimento apresentava maior chance de desenvolver sinais precoces da doença.
Entre os sintomas observados estavam alterações no sono, constipação, perda de olfato e distúrbios de humor — sinais que podem surgir anos antes do diagnóstico definitivo do Parkinson.
Alimentos ultraprocessados incluem refrigerantes, salgadinhos, embutidos, biscoitos recheados, macarrão instantâneo e produtos prontos congelados. Segundo os pesquisadores, esses itens são ricos em aditivos químicos, açúcares, gorduras e sal, e pobres em fibras, vitaminas e outros nutrientes essenciais.
Os cientistas alertam que, embora o estudo não comprove uma relação de causa e efeito, a associação observada é preocupante e reforça a necessidade de reduzir o consumo desses produtos na rotina alimentar.
Especialistas apontam que uma alimentação mais natural e equilibrada pode ser uma forma importante de prevenção não só do Parkinson, mas de outras doenças neurodegenerativas. A pesquisa fortalece o entendimento de que o estilo de vida, especialmente a dieta, pode ter um papel direto na saúde do cérebro.