A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) tem “muita capacidade” para seguir à frente do Hospital Estadual de Sumaré. A afirmação foi feita nesta terça-feira (8) pela secretária executiva da SES (Secretaria de Estado da Saúde), Priscilla Perdicaris, em entrevista ao LIBERAL.
O convênio firmado pelo Estado com a Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp) termina no dia 31 deste mês. Na última semana, a SES publicou o edital de chamamento público para a escolha da OSS (Organização Social de Saúde) que passará a administrar a unidade pelos próximos cinco anos. O processo deve ser finalizado ainda neste mês, para que a entidade vencedora assuma a gestão no dia 1º de agosto.
A Unicamp está no hospital há 25 anos e utiliza o local como espaço para a atuação de seus alunos. Mensalmente, a unidade realiza, em média, 3 mil consultas e 1,2 mil atendimentos de urgência. Entretanto, a universidade teme não seguir à frente da administração por conta do edital de chamamento, que foi orientado pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado).
A secretária executiva do Estado, entretanto, afirmou que a universidade deverá apresentar um bom projeto para continuar à frente do Hospital Estadual de Sumaré. Segundo ela, a Funcamp conhece a região e tem o corpo clínico próximo.
“Eles têm plena capacidade de apresentar, inclusive com toda a expertise de pesquisa, o melhor projeto assistencial para essa unidade. Eles conhecem muito bem a região, estão com a Secretaria de Estado da Saúde já há algum tempo. Lembrando que a Funcamp agora é qualificada como OSS, isso vai fortalecer a entidade enquanto gestora”, disse.
Priscilla ainda explicou que o processo de chamamento público avalia a qualificação do corpo clínico, se a entidade interessada possui protocolos rígidos de qualidade e segurança, bem como protocolos assistenciais bem definidos. Ela ressalta que o valor apresentado não influenciará na decisão.
“É muito importante salientar que a escolha de uma entidade parceira para gerenciar uma unidade estadual segue critérios técnicos muito rígidos. Nós não usamos o preço como critério de desempate. Em caso de empate entre entidades, é sempre a apresentação da melhor proposta assistencial”, afirmou.
“As entidades precisam pontuar em uma série de quesitos. Elas têm de enviar toda a documentação de apoio para que nossa equipe consiga avaliar. Temos uma comissão julgadora para os casos de chamamento público, que vai avaliar a capacidade de gestão da entidade ou o quão preparada ela está para a gestão de hospitais complexos, como o Hospital de Sumaré”, concluiu a secretária.