Unimed Jundiaí é alvo de denúncias após decisão judicial que garante continuidade de tratamentos para autistas

A Unimed Jundiaí está no centro de uma nova polêmica envolvendo o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na região de Jundiaí.

Após decisão liminar obtida pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo, ficou determinado que a operadora deve suspender o descredenciamento do Centro Avançado de Terapias Integradas (CATI) e garantir a continuidade dos tratamentos de todos os pacientes que já eram atendidos no local.

O caso tramita sob o processo nº 4010952-08.2026.8.26.0309.

A decisão determina que a Unimed Jundiaí mantenha a cobertura integral, incluindo terapias, carga horária e intensidade previamente autorizadas, evitando prejuízos ao desenvolvimento de crianças, adolescentes e demais pacientes com TEA.

No entanto, mesmo após a determinação judicial, famílias relatam uma situação que consideram alarmante. Segundo mães de pacientes, há denúncias de que a própria Unimed Jundiaí estaria orientando que, caso optem por permanecer no CATI, o atendimento deverá ser realizado de forma particular, sob a alegação de que o plano não cobriria os custos.

A situação tem gerado indignação e insegurança entre as famílias, que já enfrentam uma rotina intensa de cuidados e dependem da continuidade dos atendimentos especializados.

Se confirmadas, as denúncias podem levantar questionamentos sobre o cumprimento da decisão judicial e sobre eventuais prejuízos à continuidade dos tratamentos.

A liminar também estabelece que o direito não se restringe apenas aos nomes citados no processo, abrangendo todos os pacientes impactados pelo descredenciamento. Além disso, reforça que não pode haver interrupção abrupta nem substituição do atendimento sem garantia de equivalência técnica.

Procurada anteriormente, a Unimed Jundiaí informou que está ciente da decisão judicial e que adotaria as medidas cabíveis. Até o momento, não houve manifestação específica sobre as denúncias recentes apresentadas pelas famílias.

O caso abre um debate sobre o cumprimento de decisões judiciais e, principalmente, sobre a responsabilidade das operadoras de saúde na garantia da continuidade do tratamento adequado para pessoas com TEA.

Enquanto isso, mães e responsáveis seguem mobilizados para garantir que a decisão da Justiça seja respeitada na prática e que nenhum paciente tenha seu tratamento interrompido.

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Email