O saldo de dinheiro esquecido em bancos e instituições financeiras voltou a crescer e ultrapassou R$ 10 bilhões, segundo dados atualizados do Sistema de Valores a Receber (SVR), divulgados pelo Banco Central. Ao todo, R$ 10,02 bilhões ainda podem ser resgatados por 49,3 milhões de pessoas físicas e 5 milhões de empresas. No mês anterior, o montante era de R$ 9,9 bilhões, com 48,7 milhões de brasileiros e 4,9 milhões de pessoas jurídicas com valores a receber.
Do total disponível, R$ 7,8 bilhões pertencem a pessoas físicas e R$ 2,2 bilhões a empresas. Desde o início do programa, o Banco Central já devolveu R$ 12,9 bilhões a clientes e empresas. Apesar do valor elevado, a maioria dos beneficiários tem direito a pequenas quantias: cerca de 65% podem sacar até R$ 10, enquanto menos de 2% têm valores superiores a R$ 1.000.
A maior parte do dinheiro esquecido está concentrada nos bancos, que somam cerca de R$ 6 bilhões não resgatados. Também há recursos em administradoras de consórcio (R$ 2,5 bilhões), cooperativas de crédito (R$ 878,5 milhões), instituições de pagamento (R$ 350,1 milhões), financeiras (R$ 203,7 milhões) e corretoras (R$ 8,2 milhões).
A consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo site do Banco Central, mediante CPF ou CNPJ. Caso haja saldo disponível, o acesso ao SVR exige conta Gov.br de nível prata ou ouro. Pessoas físicas que utilizam chave Pix vinculada ao CPF podem ativar o resgate automático, com depósito direto pela instituição financeira. Empresas, contas conjuntas e casos sem adesão ao Pix continuam exigindo solicitação manual.
Criado pelo Banco Central, o SVR reúne valores esquecidos por motivos como contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e outros créditos não resgatados no sistema financeiro. Caso queira, posso ajustar o texto para título, linha fina ou versão para redes sociais.